O desaparecimento de Isabelle, de 6 anos, e Michael, de 4, no quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, no interior do Maranhão, completou nesta sexta-feira (16) 13 dias sem solução. O caso segue cercado de mistério e mobiliza uma força-tarefa com agentes de segurança, Corpo de Bombeiros, militares do Exército Brasileiro e mais de mil voluntários.
As investigações avançaram nesta quinta-feira (15) após novos relatos de Anderson Kauan, de 8 anos, primo das crianças. Ele desapareceu junto com Isabelle e Michael no dia 4 de janeiro, mas foi encontrado com vida três dias depois, debilitado e sem roupas, em uma área de mata a cerca de quatro quilômetros do ponto onde o trio havia sido visto pela última vez.
Por meio de escuta especializada, investigadores conseguiram reconstruir parte do trajeto feito pelas crianças. Anderson relatou que os três passaram ao menos uma noite em uma cabana improvisada e abandonada na mata, conhecida na região como “casa caída”.
Com base nas informações, equipes localizaram um ponto compatível com o relato. O local foi reconhecido pelo menino após análise de imagens, e cães farejadores confirmaram, por meio de identificação olfativa, a presença das três crianças na área.
Apesar das buscas minuciosas no entorno, nenhum novo vestígio que leve ao paradeiro de Isabelle e Michael foi encontrado. As operações continuam, com reforço das equipes e ampliação da área de varredura.
