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Esporte

Mais caro do Brasil, Lucas Paquetá ganha papel de “12º jogador” e vira trunfo multifunções no Flamengo

joceilton · Rio de Janeiro

Contratado sob o peso de ser o reforço mais caro da história do futebol brasileiro, Lucas Paquetá encontrou um papel estratégico e nada convencional no elenco do Flamengo: o de “12º jogador” de luxo. Longe de ser um desfalque no planejamento, a condição de reserva imediato reflete a leitura da comissão técnica sobre a extrema polivalência do meia, utilizado como a principal ferramenta para desmontar defesas e alterar esquemas táticos durante as partidas.

Polivalência tática como arma estratégica

A capacidade de atuar com a mesma intensidade em diferentes faixas do campo transformou o jogador em um coringa para a comissão rubro-negra. Em vez de engessar uma posição fixa, Paquetá tem sido acionado em três frentes principais:

  • Segundo volante na transição: Reforça o combate físico na meia-cancha e acelera a saída de bola da defesa para o ataque, dando fôlego nos momentos de maior pressão adversária.

  • Armador centralizado: Assume a criação na zona de entrada da área, utilizando passes verticais e finalizações de média distância contra blocos fechados.

  • Apoio aberto pelos lados: Atua aberto pelas pontas, compondo a marcação com os laterais e gerando profundidade pelas diagonais.

Custo recorde x rodízio no elenco

O investimento recorde gerou debates imediatos sobre a obrigatoriedade da titularidade absoluta. Contudo, o calendário congestionado de competições e a exigência física do futebol brasileiro fizeram a gestão do elenco falar mais alto.

Ao ingressar frequentemente na segunda etapa, Paquetá explora o desgaste dos marcadores e eleva o nível técnico da equipe nos momentos decisivos dos confrontos. Nos bastidores, a comissão técnica e a diretoria avaliam que a disposição do atleta em cumprir diferentes papéis táticos, sem priorizar a vaidade pela titularidade inegociável, consolida na prática o retorno do alto investimento feito pelo clube.

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