Suspeito de agredir ex-esposa é considerado foragido após liberação judicial

Hayldon Maia de Brito passou a ser considerado foragido nesta quarta-feira (26) após a Polícia Civil não conseguir cumprir o mandado de prisão preventiva por agressão contra a ex-esposa, em Imperatriz. Ele havia sido preso em flagrante no sábado (22), depois que o filho da vítima, de 14 anos, registrou em vídeo as agressões e acionou a polícia. A mulher apresentava ferimentos e precisou de atendimento médico. Apesar das imagens que circulavam nas redes sociais e do histórico de homicídio do acusado, Hayldon foi solto horas depois, durante a audiência de custódia.

A decisão de soltura, assinada pelo juiz plantonista Frederico Feitosa de Oliveira, gerou polêmica. O magistrado afirmou que não havia “gravidade em concreto do delito” nem requisitos legais para converter o flagrante em prisão preventiva, defendendo a aplicação de medidas cautelares. A Associação dos Magistrados do Maranhão (AMMA) divulgou nota explicando que o juiz seguiu a orientação do STJ, segundo a qual não é permitido converter a prisão em flagrante em preventiva quando o Ministério Público solicita a soltura — como ocorreu no caso.

Após a repercussão, a Delegacia da Mulher voltou a pedir a prisão preventiva do suspeito. O pedido foi aceito pelo juiz Issac Diego Vieira de Sousa e Silva, mas, ao tentar cumprir o mandado, a polícia não encontrou Hayldon, que segue foragido.

O caso ganhou novos desdobramentos depois de viralizar um vídeo em que a própria vítima nega ter sido agredida, dizendo que o comportamento visto nas imagens seria “o jeito do Hayldon”. Entidades de proteção à mulher classificaram a declaração como reflexo do abalo psicológico comum em situações de violência doméstica. A diretora da Casa da Mulher Maranhense, Gabriela Bonfim, ressaltou que as agressões são evidentes e que a vítima está em “vulnerabilidade enorme”.

Segundo a Polícia Militar, Hayldon teria chegado embriagado à residência, obrigado a mulher a ingerir bebida alcoólica e a agredido com tapas enquanto ela estava imobilizada. O filho do casal registrou as imagens e confirmou o contexto de violência ligado à recente separação do casal.

A AMMA reiterou apoio ao magistrado da audiência de custódia e afirmou que a decisão seguiu parâmetros legais e constitucionais, reforçando o compromisso da magistratura com o enfrentamento à violência doméstica e a autonomia judicial.

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