O deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil-SP) afirmou, em vídeo divulgado nas redes sociais, que investigações da Polícia Federal apontariam o senador Everton Rocha (PDT-MA), vice-líder do governo Lula no Senado, como “sustentáculo político” de um suposto esquema de corrupção no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As declarações incluem acusações de recebimento de propina por um ex-assessor do senador e críticas a medidas judiciais que, segundo o parlamentar, teriam sido direcionadas contra ele.
De acordo com Kataguiri, a Polícia Federal teria citado o senador maranhense nas investigações relacionadas ao escândalo do INSS. O deputado sustenta que um ex-assessor de Everton Rocha, identificado como Gustavo Gaspar, teria recebido propina no contexto do esquema e que esse dinheiro teria sido, “supostamente”, repassado ao senador. Kataguiri também afirma que a PF teria solicitado a prisão preventiva de Everton Rocha, além de autorizações para busca e apreensão em endereços ligados ao parlamentar.
No vídeo, o deputado diz ter sido o primeiro parlamentar a mencionar o nome de Everton Rocha no contexto das investigações e a apresentar pedidos de convocação do senador e do ex-assessor para prestar esclarecimentos. Kataguiri afirma ainda que, após tornar públicas essas acusações, o senador teria pedido sua prisão ao Supremo Tribunal Federal (STF), o que o deputado classifica como perseguição política.
O parlamentar também cita o ministro do STF André Mendonça, alegando que ele teria autorizado diligências de busca e apreensão envolvendo o senador investigado. Em tom crítico, Kataguiri questiona se Everton Rocha também buscaria medidas judiciais contra policiais federais e autoridades que conduzem a investigação.
As declarações do deputado foram feitas em tom confrontacional e reiteram que, segundo ele, as acusações não partem de sua opinião pessoal, mas de informações atribuídas à Polícia Federal. Até o momento, as falas refletem a versão apresentada por Kataguiri, e os citados não se manifestaram publicamente no contexto do vídeo divulgado.
O caso ocorre em meio a investigações sobre possíveis irregularidades no INSS e reacende o debate político em Brasília sobre responsabilização, transparência e o uso de medidas judiciais em disputas entre parlamentares.
