A influenciadora trans Léa Reis relatou ter sido agredida dentro de um bar localizado na Avenida Coronel Fonseca, em Balsas, no sul do Maranhão, na noite de sábado (8). O caso foi registrado pela polícia e é investigado como lesão corporal, com apuração sobre uma possível motivação transfóbica.
Léa, que mora em Fortaleza (CE), estava em Balsas para participar da festa de casamento de uma amiga. Após a celebração, ela foi a um bar, onde, segundo seu relato publicado nas redes sociais, teria sido atingida por uma mulher que não conhecia.
“Ela só deu um murro na minha boca. E ela deu outro murro na minha boca”, afirmou a influenciadora, relatando ainda que ficou ferida e sangrou após as agressões.
A suspeita foi identificada pela polícia como Écilla Ahuad Miranda, de 37 anos. Segundo a delegada Ana Marisa Barbat, responsável pelo atendimento da ocorrência, imagens das câmeras de segurança do estabelecimento foram analisadas. De acordo com a delegada, as gravações não mostram qualquer provocação ou insinuação por parte de Léa antes da agressão.
A polícia confirmou a ocorrência de lesão corporal, mas ainda investiga a motivação do episódio. A possibilidade de transfobia está entre as linhas de apuração, mas, até o momento, não foi confirmada pelas autoridades.
Em nota, a defesa de Écilla negou que a agressão tenha sido motivada por transfobia. A suspeita afirma que ela e o marido teriam sido vítimas de importunação sexual e que sua reação ocorreu diante do que considerou uma agressão à integridade e à intimidade do casal. A defesa também declarou que pretende apresentar as provas e o contexto do caso à Justiça.
O bar onde ocorreu o episódio, Agrobar, informou que está colaborando com as autoridades e fornecendo as informações necessárias para a investigação. O estabelecimento afirmou ainda repudiar qualquer forma de violência.
As circunstâncias da agressão e a eventual motivação transfóbica seguem sob investigação.





