“A gente não pode julgar o sentimento do outro”, diz Ana Carolina Oliveira sobre caso de crianças desaparecidas em Bacabal

Em entrevista exclusiva ao Boa Tarde Maranhão, a parlamentar Ana Carolina Oliveira comentou o caso das crianças desaparecidas no quilombo São Sebastião dos Pretos, no município de Bacabal, e fez um apelo para que a sociedade evite julgamentos precipitados sobre a reação da mãe diante da situação.

Conhecida nacionalmente por ser mãe de Isabella Nardoni, vítima de um crime que chocou o país, Ana Carolina destacou que não existe uma única forma correta de reagir à dor e ao sofrimento. Atualmente deputada e atuante no combate à violência infantil e na defesa dos direitos das crianças, ela afirmou que o sentimento de uma mãe não pode ser medido pela forma como se manifesta publicamente.

“No caso dessa mãe, a gente não tem como pré-julgar, como eu disse, saber a reação dela, se ela tá anestesiada, se ela tá sentindo. A gente não pode julgar o sentimento do outro”, afirmou. Segundo a parlamentar, reações emocionais costumam ser alvo de críticas contraditórias. “Se chora demais é desequilibrada, se não chora é porque não tem sentimento”, completou.

Ana Carolina ressaltou que fala com propriedade por já ter vivido situação semelhante. “Todos os julgadores estão aí pra falar de todo mundo e eu posso dizer que eu fui prova disso e passei por essa situação”, disse. Para ela, cada pessoa enfrenta o trauma de maneira diferente, influenciada por fatores emocionais, familiares e psicológicos.

Durante a entrevista, a deputada também destacou que não se deve generalizar ou comparar reações. “A gente não pode falar dela, falar de uma família, a gente não sabe, cada um tem uma reação”, pontuou. Ela ainda lembrou que situações como depressão ou o fim de um casamento podem ocorrer com algumas pessoas e com outras não. “Por que pessoas têm, por que pessoas não têm? A gente não pode julgar, cada um lida de uma forma com o seu sentimento e com o que aconteceu na sua vida”, concluiu.

O caso das crianças desaparecidas segue sendo acompanhado pelas autoridades, enquanto familiares e a comunidade aguardam respostas. A fala da parlamentar reforça a necessidade de empatia e responsabilidade no tratamento de situações que envolvem dor, trauma e sofrimento humano.

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