A interventora da Federação Maranhense de Futebol (FMF), Susan Lucena Rodrigues, sofreu derrota judicial em ação movida contra o radialista e narrador esportivo Maxsuel Bruno Pereira Vieira. Susan havia solicitado direito de resposta, com pedido de tutela provisória de urgência, após a publicação de matéria jornalística assinada por Maxsuel Bruno e repercutida nas redes sociais.
No conteúdo questionado, o comunicador apontava que a interventora teria se recusado a divulgar a lista de beneficiários de cortesias em um evento esportivo, o que, segundo Susan, teria gerado insinuações de favorecimento político e falta de transparência na gestão da FMF. A autora alegou que as informações seriam inverídicas e teriam causado danos à sua imagem e honra.
O pedido, no entanto, foi indeferido pelo juiz Marcelo Elias Matos e Oka, que entendeu não estarem presentes os requisitos do artigo 300 do Código de Processo Civil para a concessão da tutela de urgência. Na decisão, o magistrado destacou que a publicação tem caráter crítico e está amparada pela liberdade de expressão e de imprensa, garantidas pela Constituição Federal.
O juiz também ressaltou que Susan Lucena, por exercer função pública de relevância institucional, está mais sujeita ao escrutínio e às críticas da sociedade, o que é compatível com o regime democrático. Com isso, o pedido contra o radialista foi rejeitado.
Nos bastidores do esporte maranhense, a decisão foi interpretada como um reforço à importância da transparência e do diálogo com a imprensa, em meio às críticas recorrentes à FMF, que ainda enfrenta crise estrutural, dificuldades financeiras e falta de avanços no futebol profissional do estado.






