O Maranhão permanece entre os estados brasileiros em nível de alerta para Síndrome Respiratória Aguda Grave, segundo boletim divulgado nesta quinta-feira (9) pela Fiocruz. O estado apresenta tendência de crescimento dos casos nas últimas seis semanas.

De acordo com o levantamento, o avanço da SRAG no Maranhão está relacionado principalmente à circulação de vírus respiratórios como a influenza A e o rinovírus. Apesar de um cenário nacional de desaceleração ou queda em parte dos casos, o estado segue na contramão, com aumento das ocorrências.

O boletim também indica que a capital, São Luís, está entre as cidades com incidência em nível de alerta, risco ou alto risco, também com tendência de crescimento no período recente.

Em nível nacional, a influenza A continua sendo uma das principais responsáveis por internações e mortes, especialmente entre idosos, enquanto o rinovírus tem maior impacto entre crianças. No Maranhão, a persistência da alta circulação desses vírus mantém a pressão sobre os serviços de saúde.

Especialistas reforçam a importância da vacinação contra a gripe, principalmente entre grupos mais vulneráveis, como idosos, crianças e pessoas com comorbidades. Além disso, medidas como isolamento em caso de sintomas e uso de máscara continuam sendo recomendadas para conter a transmissão.