Turilândia convoca suplentes após prisão de vereadores

O presidente interino da Câmara Municipal de Turilândia, Daniel Barbosa Silva, convocou oito suplentes para assumirem, no prazo de até 48 horas, as vagas deixadas pelos vereadores presos na quarta-feira (11) por descumprimento de medidas cautelares. A convocação foi publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (13).

A mudança ocorre após decisão do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), que converteu a prisão domiciliar dos parlamentares em prisão preventiva. Eles são investigados por participação em um esquema que teria desviado mais de R$ 56,6 milhões da Prefeitura de Turilândia. Os vereadores estão presos no Presídio de Pinheiro. O prefeito do município, Paulo Curió, está detido desde o fim do ano passado, suspeito de comandar o esquema.

Foram convocados os suplentes João de Deus Soares dos Santos (PRD), Gleydson Froes Silva (PRD), Leopoldo Sá de Sousa (PRD), Manoel Estrela Guedes (União Brasil), José Nilton Pereira (União Brasil), Sebastiana Vieira Moraes (União Brasil), Marta de Lima Moreira (União Brasil) e Valdemir Froes Chagas (Solidariedade).

Segundo a Justiça, os vereadores presos violaram medidas impostas em dezembro de 2025, como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de contato com outros investigados, o que motivou a decretação da prisão preventiva e a consequente vacância dos cargos. A decisão excluiu dois parlamentares, Daniel Barbosa Silva e José Luís Araújo Diniz, que não descumpriram as restrições e, por isso, não foram alvos do pedido de prisão.

Os vereadores presos são Gilmar Carlos Gomes Araújo, Mizael Brito Soares, José Ribamar Sampaio, Nadianne Judith Vieira Reis, Sávio Araújo e Araújo, Josias Fróes, Carla Regina Pereira Chagas e Inailce Nogueira Lopes.

Por meio de nota, a defesa dos vereadores classificou as novas prisões como “manifestamente ilegais”, argumentando que os parlamentares já estavam em prisão domiciliar com monitoramento eletrônico e cumprindo as determinações judiciais. A defesa afirma que a decisão do TJMA se baseou em interpretações equivocadas de fatos previamente esclarecidos em petições protocoladas antes do julgamento e sustenta que houve violação ao direito de defesa. Os advogados disseram confiar que a ilegalidade será reparada e que a liberdade dos parlamentares será restabelecida.

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