Uma tecnologia simples, instalada diretamente no celular, tem sido uma das principais aliadas nas buscas pelas duas crianças desaparecidas em Bacabal, no interior do Maranhão. Trata-se de um aplicativo de geolocalização, utilizado por bombeiros, policiais e voluntários, que permite mapear as áreas já percorridas, dividir o território em zonas de busca e evitar que equipes refaçam o mesmo trajeto.
O sistema funciona de forma integrada: cada participante da operação registra, em tempo real, o caminho percorrido. As informações são compartilhadas com o comando da busca, que consegue visualizar quais áreas já foram vasculhadas e quais ainda precisam ser exploradas. A tecnologia tem sido essencial, principalmente em regiões de mata fechada e de difícil acesso.
Vídeos que circulam nas redes sociais, mostram voluntários explicando na prática como o aplicativo funciona e como ele tem ajudado a organizar uma operação que envolve centenas de pessoas.
11 dias de buscas pelas duas crianças
As buscas chegam ao 11º dia desde o desaparecimento de duas crianças, ocorrido no início do mês, na zona rural de Bacabal. O caso mobilizou forças de segurança, autoridades estaduais e uma grande rede de voluntários da própria comunidade.
Segundo informações apuradas, as crianças desapareceram após entrarem em uma área de mata na região. Familiares acionaram as autoridades assim que perceberam o sumiço, e as buscas foram iniciadas ainda no mesmo dia pelo Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão, com apoio da Polícia Militar, Polícia Civil e Defesa Civil.

Sobrevivente foi encontrado dias depois
Dias após o início da operação, um terceiro menor que estava com as crianças no momento do desaparecimento foi localizado com vida. Ele estava desorientado e debilitado, recebeu atendimento médico e passou a ser acompanhado por equipes especializadas.
O relato prestado por ele às autoridades ajudou a direcionar parte das buscas, mas até o momento não há confirmação sobre o paradeiro das duas crianças que continuam desaparecidas.
Força-tarefa e uso de tecnologia
Com o passar dos dias, a operação foi ampliada e passou a contar com centenas de agentes e voluntários. Além do aplicativo de geolocalização, as equipes utilizam:
Drones para monitoramento aéreo
Cães farejadores
Divisão estratégica do território em setores
Comunicação em tempo real entre os grupos
A adoção da tecnologia permitiu maior controle da área total já percorrida e ajudou a concentrar esforços em regiões ainda não exploradas.
Caso segue sem desfecho
Apesar da mobilização intensa e do uso de tecnologia nas buscas, o caso segue sem desfecho. As autoridades reforçam que as operações continuam e pedem que qualquer informação relevante seja repassada imediatamente às forças de segurança.
A situação segue causando comoção em Bacabal e em todo o Maranhão, enquanto familiares, voluntários e equipes oficiais mantêm a esperança de localizar as crianças.
