O advogado de defesa da empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, de 36 anos, presa suspeita de agredir e torturar a empregada doméstica grávida Samara Regina, de 19 anos, afirmou em entrevista à TV Mirante que a cliente pode sofrer de transtornos mentais. Segundo Otoniel D’Oliveira Chagas, a possível condição psicológica deverá ser considerada na estratégia de defesa.

A mudança ocorre após laudos do Instituto de Criminalística da Polícia Civil confirmarem que os áudios com supostas confissões das agressões são da própria empresária. A antiga defesa deixou o caso após relatar ameaças.

A Polícia Civil também aguarda o resultado da perícia em um aparelho DVR apreendido na residência da empresária, em Paço do Lumiar. O equipamento pode conter imagens das câmeras internas da casa e ajudar na investigação das agressões denunciadas por Samara.

Nesta segunda-feira (11), Yuri Silva do Nascimento, marido de Carolina, prestou depoimento e foi liberado. Segundo a polícia, ele afirmou que não presenciou as agressões e estava consertando um carro na mesma rua no momento do crime.

Carolina Sthela está presa no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís. Já o policial militar Michael Bruno Lopes Santos, apontado como participante das agressões, segue detido no Comando Geral da Polícia Militar.

Os investigados respondem por tentativa de homicídio triplamente qualificado, tortura, cárcere privado, injúria, calúnia e difamação.

Quatro policiais militares que atenderam a ocorrência foram afastados das funções nas ruas e são investigados administrativamente após a divulgação de áudios em que Carolina afirma ter recebido orientação para não confessar as agressões. Segundo Samara, os agentes insistiram em questioná-la sobre o suposto furto de um anel durante o trajeto até a delegacia.

A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão informou que apura a conduta dos policiais envolvidos no atendimento da ocorrência.