Câmara cobra o que a Prefeitura de São Luís não faz: saúde pública segue no improviso

A saúde pública de São Luís continua sendo alvo de cobranças e reclamações, desta vez vindas de onde menos se esperava: da própria Câmara Municipal. Foram 17 proposições encaminhadas à Prefeitura e ao Governo do Estado, todas pedindo o básico — reformas, construções e contratações que já deveriam estar acontecendo há muito tempo.

Enquanto o prefeito Eduardo Braide divulga solenidades e assinaturas de ordens de serviço, postos de saúde seguem sem estrutura, sem médicos e sem atendimento regular em vários bairros da capital.


📋 Vereadores pedem o mínimo: estrutura e profissionais

Os requerimentos apresentados escancaram o abandono da rede municipal.
Entre os pedidos:

  • Unidades de saúde em bairros como Sá Viana e Coheb Sacavém.

  • Reforma e ampliação do Hospital da Mulher, na área Itaqui-Bacanga.

  • Implantação de UPAs nos bairros São Raimundo e Areinha.

  • Contratação de profissionais para o Hospital da Ilha e o Geral da Vila Luizão.

  • Programa de saúde bucal nas escolas municipais.

  • Totens de hidratação pública e ações contra o Aedes aegypti com drones.

São propostas básicas, que refletem o que a população enfrenta todos os dias: falta de estrutura, filas, remédios em falta e descaso administrativo.


🏥 Promessas no papel, realidade nas filas

Enquanto os vereadores fazem o papel que deveria ser da Prefeitura — apontar carências e cobrar soluções —, a gestão Braide continua apostando no marketing.
Nos últimos meses, multiplicaram-se ordens de serviço e anúncios para reformar unidades de saúde. Mas na prática, muitas delas continuam fechadas, sucateadas ou funcionando de forma precária.

Na Cidade Olímpica, por exemplo, o Centro de Saúde Maria Ayrecila da Silva virou palco de mais uma assinatura, mas moradores afirmam que as obras prometidas há anos nunca saem do papel.


📢 Câmara vira gabinete de reclamações

O tom dos pedidos mostra que a Câmara virou um balcão de demandas populares.
Sem respostas da Prefeitura, os vereadores tentam pressionar para que algo seja feito.
O Coletivo Nós (PT) pediu celeridade na construção da Maternidade da Cidade Operária, enquanto o vereador Beto Castro (Avante) voltou a cobrar o Hospital da Ilha 2, prometido desde 2022.

Até a saúde animal entrou na pauta, com proposta de um novo hospital veterinário — algo que também depende da boa vontade do Executivo municipal.

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