As buscas pelas crianças quilombolas Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michel, de 4, desaparecidas desde o último domingo (4) em Bacabal, no Maranhão, seguem concentradas nas matas próximas ao povoado de São Sebastião dos Pretos. Até o momento, o Exército não foi acionado para apoiar a operação, que conta com cerca de 400 pessoas, incluindo policiais, bombeiros, voluntários e moradores da comunidade.

O governador do Maranhão, Carlos Brandão, afirmou nesta sexta-feira (9), durante visita à cidade, que “por enquanto, o que tem que ser feito está sendo feito”, indicando que o governo estadual não vê necessidade de reforço militar no momento. Em contrapartida, o comandante do 24º Batalhão de Infantaria de Selva (24º BIS), João Carlos Duque, esclareceu que o Exército acompanha a situação e a comoção local, mas não houve nenhuma solicitação oficial para participação na operação.
Especialistas em buscas e salvamentos destacam que a presença do Exército poderia ampliar significativamente a eficácia da operação, devido à capacidade de atuar em áreas de difícil acesso, com drones, helicópteros, cães farejadores e equipes treinadas para varreduras em terrenos extensos. Além do suporte operacional, a participação militar ajudaria na logística, coordenação das equipes e segurança das operações, aumentando as chances de localizar as crianças com vida, especialmente no momento crítico em que se encontra a força-tarefa.
