O Maranhão registrou, em 2025, o menor rendimento domiciliar per capita do Brasil, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O valor médio mensal por pessoa no estado foi estimado em R$ 1.219, abaixo da média nacional, que ficou em R$ 2.316.
O indicador é calculado a partir da divisão da renda total dos domicílios pelo número de moradores. No levantamento, são considerados rendimentos provenientes do trabalho, aposentadorias, pensões, programas sociais e outras fontes de receita. Os valores divulgados são nominais, ou seja, não passaram por correção inflacionária.
Entre as unidades da Federação, o Distrito Federal apresentou o maior rendimento domiciliar per capita, com média mensal de R$ 4.538. Maranhão e Distrito Federal tradicionalmente ocupam posições opostas nesse ranking. Enquanto a capital federal concentra um grande número de servidores públicos com remunerações mais elevadas, o Maranhão enfrenta desafios estruturais relacionados à renda e à desigualdade social.
Os dados integram a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), principal levantamento do IBGE sobre mercado de trabalho e rendimento no país. A divulgação atende a uma exigência legal que define os critérios de distribuição do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE). As informações são encaminhadas ao Tribunal de Contas da União, responsável pelos cálculos anuais de repasse.
Apesar do desempenho positivo do mercado de trabalho nacional em 2025 — com taxa de desemprego de 5,1% no trimestre encerrado em dezembro e média anual de 5,6%, as menores da série iniciada em 2012 — o rendimento per capita do Maranhão permaneceu no patamar mais baixo entre os estados brasileiros.





