A Polícia Civil do Maranhão investiga como motivação do ataque que matou a grávida Samira Costa Correia e o filho dela, Yan Kaleb Costa Santos, de 4 anos, uma disputa entre facções criminosas. O crime ocorreu na zona rural de São João Batista, e, segundo a investigação, o principal alvo dos criminosos seria o companheiro de Samira e pai da criança, Josef Abreu Santos.
De acordo com o delegado Ederson Martins, coordenador de Operações da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA), há indícios de que Josef integrava a facção responsável pelo ataque e teria mudado para outro grupo criminoso ou deixado a organização sem autorização. Como ele não foi encontrado na residência, os suspeitos atacaram os familiares que estavam no local.
As vítimas foram encontradas carbonizadas dentro de uma casa incendiada na última sexta-feira (10). Segundo a polícia, homens armados invadiram o imóvel, efetuaram diversos disparos e, em seguida, atearam fogo na residência. Testemunhas relataram que cerca de 15 criminosos participaram da ação. No local, a Polícia Militar recolheu aproximadamente 100 estojos de munição de diferentes calibres.
Durante as investigações, dois suspeitos identificados pela Polícia Civil morreram em confrontos com equipes policiais. Joelson Braga Araújo foi morto no domingo (12) e, segundo a SSP-MA, usava tornozeleira eletrônica por determinação judicial. O segundo suspeito, David João Gaspar Penha, conhecido como “Mucurão”, também morreu durante uma ação policial na zona rural de São João Batista. Ele possuía antecedentes criminais e já havia sido preso anteriormente.
Um terceiro suspeito, Mateus Costa Pinheiro, chegou a ser conduzido à delegacia, mas foi liberado por determinação judicial. Segundo o delegado Ederson Martins, não havia elementos suficientes para a lavratura do auto de prisão em flagrante no momento da apresentação.
Outros envolvidos já foram identificados e continuam sendo procurados pelas forças de segurança. As buscas contam com equipes da Polícia Civil, Polícia Militar, Perícia Oficial, Centro Tático Aéreo (CTA), Canil e setores de inteligência.
A perícia ainda apura se Samira e Yan morreram em decorrência dos disparos ou do incêndio. Em razão do estado dos corpos, foi necessário realizar exame de DNA para confirmação da identidade das vítimas antes da liberação pelo Instituto Médico Legal (IML). A SSP-MA informou que o exame já foi realizado, mas não divulgou previsão para a liberação dos corpos.
As investigações seguem em andamento, e a Secretaria de Estado da Segurança Pública informou que novos detalhes não serão divulgados neste momento para não comprometer as buscas pelos demais suspeitos.





