Um mês após o desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, a família segue vivendo dias de angústia e incerteza na zona rural de Bacabal, no Maranhão. As crianças desapareceram na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, e até o momento não há pistas concretas sobre o paradeiro delas.
A mãe, Clarice Cardoso, relata o sofrimento diário diante da falta de informações. A avó das crianças também destaca o impacto emocional do caso, que mobilizou toda a família. Segundo a Polícia Civil, as investigações continuam concentradas em uma comissão especial, formada por delegados de São Luís e Bacabal, responsável por um inquérito que já ultrapassa 200 páginas.
O último rastro das crianças foi encontrado por cães farejadores em uma cabana abandonada, conhecida como “casa caída”, localizada a cerca de 3,5 km do ponto onde os irmãos e o primo, Anderson Kauã, desapareceram. O menino, que foi localizado com vida e recebeu autorização judicial para colaborar com as investigações, ajudou a reconstruir o trajeto feito pelo grupo na mata. Segundo ele, as crianças se perderam ao tentar buscar maracujá por um caminho alternativo, sem a companhia de adultos.
De acordo com o delegado Ederson Martins, já foram colhidos dezenas de depoimentos e realizadas diversas diligências técnicas, incluindo reconstituições. Nos primeiros 20 dias, a força-tarefa percorreu mais de 200 quilômetros em buscas terrestres e aquáticas. A Marinha vasculhou 19 km do rio Mearim, utilizando inclusive sonar de alta tecnologia, enquanto drones com câmeras termais, aeronaves, mergulhadores e cães farejadores reforçaram as operações.
Mais de mil pessoas, entre agentes de forças estaduais, federais e voluntários, participaram das buscas. Desde 23 de janeiro, as ações entraram em uma nova fase, com redução das buscas na mata e maior foco na investigação policial. A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão informou que as equipes permanecem de prontidão para retomar as buscas caso surjam novos indícios.
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O caso também acionou o protocolo Amber Alert, sistema internacional de alerta para desaparecimento de crianças, utilizado de forma excepcional quando há risco grave à vítima. Apesar do grande esforço operacional, a polícia afirma que a investigação segue em andamento e que a conclusão só será possível após o esgotamento de todas as possibilidades.





